quinta-feira, 6 de junho de 2013

Fechar os olhos e respirar


What would you do
If it all came back to you?
Each crest of each wave
Bright as lightning

What would you say
If you had to leave today?
Leave everything behind
Even though for once, you're shining

Standing on higher ground
When you hear the sounds
You realize its just the wind
And you notice it matters who and what you let under your skin

If put to the test
Would you step back from the line of fire?
Hold everything back
All emotion set aside it

Convince yourself
Someone else
Hide from the world
Your lack of confidence
What you choose to believe in
Takes you as you fall
Takes you as you fall

No one else around you
No one to understand you
No one to hear your calls
Look through all your dark corners
You're backed up against the wall
Step back from the line of fire

What would you do
If it all came back to you?
Each crest of each wave
Bright as lightning
Do the same as you




I do the same as you
What you choose to believe in
Takes you as you fall

No one else around you
No one to understand you
No one to hear your calls
Look through all your dark corners
You're backed up against the wall
Step back from the line of fire 


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Notícias de Cuamba

Diz que um lugar de goiabas está a 2 meticais. Tão bom...
(Não, nunca comi goiabas, nem tão pouco sabia o que era um "lugar". Parece que é uma medida que usam em Moçambique para vender fruta. Mas só ouvir esta frase foi como passar um fim de semana debaixo de uma bananeira ao sol)

terça-feira, 21 de maio de 2013

Pequenas felicidades

Sair das aulas às 21h e ainda ser de dia.

sábado, 18 de maio de 2013

O meu livro do ano de 2012

Bem sei que já vamos quase a meio de 2013, bem sei que não vou adiantada, mas Os Filhos da Meia-Noite foi, sem dúvida, o meu livro do ano de 2012, que acabei de ler há dias
Denso. Mágico. Genial.  
 


"Quem / o que sou eu? A minha resposta: eu sou a soma total de tudo o que aconteceu antes de mim, de tudo o que fui visto a fazer, de tudo o que me foi feito. Sou toda a gente e tudo cuja presença no mundo afectou / foi afectada pela minha. Sou qualquer coisa que aconteça depois de eu ter partido, que não teria acontecido se eu não tivesse vindo. E nem sou particularmente excepcional nesta matéria; cada "Eu", cada um dos agora-mais-de-seiscentos-milhões de nós, contem uma multidão similar. Repito pela última vez: para me compreender, terás que engolir um mundo."
- Salman Rushdie, Midnight's Children

sexta-feira, 17 de maio de 2013

As Conversas do Manuel 15

(No elevador, aflito)
- Mãe! Carreguei duas vezes no 5! Agora vamos parar ao 10?

terça-feira, 5 de março de 2013

Coisas do Lucas 45

- Mãe, se não houvesse aulas, a minha escola era o melhor lugar do mundo.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A esquizofrenia dos dias

9 e meia da manhã: Uau! Tenho o dia todo até ter de sair. Adoro ter um horário diferente de toda a gente.
5 e meia da tarde: M€&*@. Detesto ter de ir trabalhar quando toda a gente está a voltar para casa.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Falar ou não, eis a questão

Fosse eu carneiro ou touro, um bicho desses que enfrenta e vai em frente, nem que seja contra a parede, e o problema não se me poria. Mas esta dependência da harmonia e do equilíbrio que me vem da balança dá mais dores de cabeça do que se batesse com ela contra um muro.
Ok, ok, deixemos de por as culpas nos astros. É o feitio que é parvo mesmo.
Se tenho uma relação pacífica com alguém que minimamente prezo, fecho os olhos a pequenos defeitos, desculpo ações menos simpáticas, desde que inofensivas, para evitar conflitos. Bem sei que por detrás de um bom conflito pode estar um manancial de riqueza e crescimento, mas eu não tenho jeito para a coisa e a realidade, no final das contas, não é bem assim. A verdade é que as pessoas amuam ou esfriam e nada volta a ser como dantes.
Ah e tal, e depois ficas com as coisas entaladas na garganta e a envenenarem-te por dentro. Não fico nada. Esqueço-me depressa.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Todas as Palavras de Amor

Querida Ana C., que bom ter agora um rosto e uma voz para colar aos textos que leio no blog. Adorei conhecer-te. És tão genuína quanto imaginei. E o teu livro é maravilhoso. Comecei a lê-lo ontem e já estou presa. É muito engraçado rever-te nas cartas da Alice, reconhecer situações, sim, que isto de ler alguém durante anos a fio faz com que deixemos de ser apenas leitores do blog e torna-nos leitores da vida. Ainda bem que fui parar aqui, há uns 5 anos atrás, ainda bem que ontem saí da minha zona de desconforto, citando a terapeuta da amiga da Melissa :) e fui às Amoreiras ver-te, ainda que sozinha e a sentir-me meio deslocada. Voltei para casa toda contente. Obrigada!

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Arrepios

que sinto ao ouvir de olhos fechados esta canção, hoje que penso num amigo com quem, com 18 anos, há 20 anos atrás, ouvi Jacques Brel até à exaustão. 
Finalement, Finalement, il nous fallut bien du talent
pour être vieux sans être adultes...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

As Conversas do Manuel 14

- E depois eu estava à bulha no recreio com o M...
(O Manuel está a contar-me o seu dia na escola.)
- À bulha? Mas por que é que andavam à bulha?
- Mãe, no recreio há muitos meninos que andam à bulha. Só não há bulhas no mundo das hello kitties.
(Ah. Realmente, nesse eu também não gostava de viver.)    

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Sr. Andrew K.



Hoje, ia eu carregar o meu cartão do metro, quando reparei que estava um cartão de crédito esquecido na máquina, pertencente ao Sr. Andrew K.
Sr. Andrew K., se estiver a ler isto, fui eu que encontrei o seu cartão. Caso não me contacte até ao final do dia, deduzo que não precisa dele e vou fazer umas comprinhas aqui na net, ok?

Brincadeirinha, Sr. Andrew K. Entreguei logo o cartão ao senhor da bilheteira. Queria só agradecer-lhe por me ter dado a oportunidade de fazer uma boa ação, que fiquei contente para o resto do dia. Mas não repita, que nos tempos que correm até os mais honestos podem cair em tentações, e nem se pode criticá-los por isso. Vá, nao é preciso agradecer nem retribuir. Pay it forward!

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

As Conversas do Manuel 13

- Mãe, o que se promete tem que se cumprir.
- Pois.
- E quem não cumpre, é porque não prometeu bem.
(Por acaso faço tudo para cumprir o que prometo, mas, pelo sim pelo não, é melhor lembrar-me desta.)

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2012 em 12 palavras

Joana. Flores. Alcoutim. Annika. Dublin. Cuamba. Julia. Crescimento. Felicidade. Angústia. Trabalho. Saudade.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Praia

Eu devia saber que, indo com os meus filhos à praia, seja fevereiro ou outubro, agosto ou dezembro, não consigo mantê-los fora da água. Ningém ficou doente. Todos ficaram felizes.

 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Isto de as minhas amigas estarem espalhadas pelos quatro cantos da Europa destroça-me. Sim, a internet. Claro, a aldeia global. Mas, não atiremos areia para os olhos. A dura verdade é que tudo se vive de longe. Partilha-se à distância, as vivências esbatem-se e é tão doloroso o abraço que não podemos dar. O coração não se coaduna com o skype, muito menos com facebooks e e-mails. Não estar por perto quando nasce um bebé, por exemplo, é suficientemente insuportável. E saber que os nossos filhos não vão poder brincar com os filhos das nossas amigas sempre que apeteça. Passar as roupas de uns para os outros. Ir às festas de anos, beber um café rápido, fazer uma visita ao sábado à tarde. Sabemos que tem que ser.
Mas: e quando há um acidente e sabemos que há uma amiga que precisava da ajuda de todos os braços que estivessem por perto, e os nossos tão longe? Desesperante.
Como não estar lá para uma amiga que vê um filho morrer? De uma angústia avassaladora. 
E, agora, como não dar a mão a uma amiga que fica a saber que o resto da sua vida depende do crescimento de um tumor fulminante? Que fica a saber que não vai estar cá para ver os filhos crescer? Sabê-la a passar pelo momento em que tem que os preparar para o impossível, passar a viver sem a mãe
Como despedir-me de um amiga pela internet, sabendo que cada e-mail pode ser o último, que este será provavelmente o seu último Natal, que nunca mais vamos estar frente a frente a uma mesa a beber chá?
E o que responder quando as más motícias se sucedem, quando as palavras se tornaram ocas e a única resposta possível não se escreve nem se diz, porque tem o silêncio de um abraço?



Ser amigo não rima com distância.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Pantufas de sementes

Sem dúvida, o melhor investimento deste inverno.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Despedidas - a segunda...

Sinto pelo meu irmão, por ser quase 9 anos mais novo do que eu, um amor parecido ao que se tem pelos filhos. A idade, porém, é apenas um pretexto. O meu irmão é das pessoas mais maravilhosas que conheço. Calmo, divertido, tolerante e preocupado com questões verdadeiramente essenciais, traz o espírito de missionário no sangue. Lembro-me bem da primeira vez que o vi, através do vidro do berçário, com o seu fato azul às riscas e os seus grandes olhos castanhos, no primeiro dia da nossa vida de irmãos. Depois cresceu assim, de repente, saiu-me do colo e dos braços e voou. Agora, o skype será a nossa sala de convívio nos próximos 13 meses em que a sua casa será Cuamba, Moçambique. Porque o desenvolvimento é o envolvimento de todos, e é tão bom saber que há pessoas como o meu irmão e a mulher, que se envolvem todos nesta causa e vão agora, provavelmente, viver o ano mais inesquecível das suas vidas. Que põem a civilização com os seus valores em stand by e nos mostram que, afinal, há coisas tão maiores do que o nosso emprego, a nossa casa, o nosso espaço de conforto. Tenho muito orgulho em ti, mano!  


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Despedidas – a primeira



A vida é complexa e dura. Insensível. As coisas acontecem(-nos) e não temos outro remédio, é encaixar e seguir em frente. Quanto mais cedo percebermos isto, melhor.
Perdoem-me a rudeza de hoje. Mas a minha amiga vai-se embora e eu estou triste.

domingo, 16 de setembro de 2012

Até as mais longas férias chegam um dia ao fim



Sim, já disse e repito que adoro o verão no norte da europa e este ano não foi diferente. Mas, caramba, não já nada como um final de setembro quente no sul, junto ao mar. Ver os miúdos correr livres pela praia, a dar asas ao que ainda os liga ao que é instintivo e natural antes de voltarem para mais um ano de formatação rumo aos seres civilizados que terão tempo de ser. Fazer caminhadas ao pôr do sol, pés dentro de água e olhos fechados e sentir a luz inundar-me. Precaver-me: reunir e armazenar o que posso de energia, munir-me de momentos e lugares bons aonde possa voltar, com parcimónia, durante este ano que agora começa e que promete ser exigente com o meu pobre coração.