domingo, 22 de janeiro de 2012
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Joana
queria contar-te uma história. É a tua história, a parte dela que eu vivi, que foi tão mais pequena do que eu gostaria.
Primeiro, há 7 anos atrás, a notícia. Lembro-me do riso e do espanto, da felicidade e do receio que partilhei com a tua mãe numa certa manhã de outono. O teu irmão com poucos meses de vida e já tu vinhas a caminho.
Depois, lembro-me da tua mãe, Mulher forte, sempre prática e despachada, carregando um bebé na barriga e outro no colo para todo o lado. Das idas dela para a praia, sozinha com o teu irmão de um ano e um barrigão de 8 meses. E logo, em Agosto, da alegria que veio com a mensagem do teu pai, avisando-nos da tua chegada.
Pouco tempo depois, as aflições começaram. A tua luta pela vida, a luta dos teus pais por ti. Não há maior tormento do que saber que o nosso bebé não está bem. Que tem que ser submetido a inúmeras intervenções médicas quando só queríamos estar em casa e tê-lo aconchegado a nós.
Seguiram-se meses e anos em que os nossos amigos deram a volta ao seu mundo para que tu estivesses o melhor possível. Para que a tua casa não fosse sempre um hospital. Surgiu Paris como o melhor lugar para tu viveres. E foi para lá que foram. Primeiro a dois, depois a quatro.
Os teus pais são um exemplo de força e coragem, a prova de que tudo é possível, basta que a vontade seja do tamanho do amor por um filho. Vira-se a mesa e recomeça-se, sem lamentos desnecessários. Aprende-se a fazer massagens respiratórias. A fazer tratamentos e mudar catéteres intravenosos. Arranja-se um quarto em casa onde tudo tem que estar esterilizado. Deixam-se empregos. Deixa-se a casa. Muda-se de país. Muda-se a vida toda.
Quando nos vimos pela última vez, era já mais que evidente o teu delicioso sotaque francês. Sentadas a uma mesa do aeroporto Charles de Gaulle, lemos juntas a história do bolo desaparecido e ensinaste-me a dizer canard. Passeei com a tua mãe por corredores intermináveis, empurrando o teu carrinho e falando de um presente que era um limbo e de um futuro que era um grande ponto de interrogação.
E agora assim, de repente, esta notícia que me esmaga e me deixa o olhar ausente e as acções lentas. Queria tanto estar ao pé da tua mãe.
Como disse uma vez aqui, Joana, foste a menina mais doce que conheci. Estarás sempre no meu coração.
sábado, 31 de dezembro de 2011
2012
Que seja positivo e sem aflições demasiadas.
Que consigamos chegar ao lugar onde nos sentimos em casa, por mais árduo que seja o caminho.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
As Conversas do Manuel 10
- SIIIIMMMM!!!!
Saltos de alegria e entusiasmo, seguidos de uma expressão intrigada.
- O que é badminton?
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
As Conversas do Manuel 9 ou Dicas Preciosas
Ok, filho.
sábado, 24 de dezembro de 2011
Coisas de irmãos
- Mãe, vou dar o meu chocolate do calendário do advento ao Lucas, porque gosto muito dele.
- Hm hm. E o Lucas também te vai dar o dele a ti?
- Hm... Não sei. Vou-lhe perguntar.
E vai-se embora aos saltinhos e a cantarolar.
É tão bom enquanto os irmãos mais novos ainda não notam que os mais velhos fazem uso da sua ingenuidade.
Feliz Natal!
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Coisas que aquecem o coração de uma mãe
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
sábado, 29 de outubro de 2011
Ainda sobre os abutres
Depois, sacudo a cabeça e, com um suspiro, mudo de faixa para ultrapassar os inúmeros carros que estacionam em 2ª fila na Av. Almirante Reis.
(Quase tanto como a existência dos próprios estabelecimentos, irrita-me o facto de ler em letras enormes nas suas montras "16€ A GRAMA". "Grama" é um substantivo do género masculino. O grama. Onde é que está a ASAE nestes casos?)
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Tristes sinais da crise #1
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Questões existenciais de trazer por casa
sábado, 8 de outubro de 2011
It's just another manic Saturday
À medida que me afasto de casa, vão ficando pelo caminho os sentimentos negativos.
Subo a minha rua: A vida é dura! Queria ter dormido, pelo menos, mais duas horas!
Entro na auto-estrada: É tão injusto... Fim-de-semana, toda a gente fica em casa e eu tenho que ir trabalhar.
2ª circular: Ainda bem que não há transito. E olha que bom que está o tempo.
Centro da cidade: Ah! Que inspiradora é a manhã!
Carro estacionado mesmo em frente ao local de trabalho: Hurra! O parquímetro só funciona de segunda a sexta! E não me lembrava de este jardim ser tão bonito!
Em cerca de 15 km, passo do Calimero à Abelha Maia.
As horas passam a correr. O que faz falta é animar a malta. E, quando dou por isso, já estou a arrumar o estaminé para me ir embora.
Chego à hora de almoço, cheia de saudades e de calma e de paciência e de vontade de passar tempo com os meus meninos.
Sim, é mais uma fatia que retiro ao já pequeno bolo de tempo que tenho com eles... mas que assim também se torna mais delicioso.
Trabalhar aos sábados é a pimenta do meu fim-de-semana.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Steve Jobs
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Do que afinal gosto no verão em Portugal:
Da certeza de poder usar sandálias.
Dias, semanas, meses seguidos. Está bem, eu queixo-me da canícula e gosto dos dias nublados com 25 graus e adoro o verão no norte da Europa, tão refrescante e verde, mas isto tenho que confessar. Nunca saber se vai chover ou não, arriscar-me a voltar para casa de pés molhados, ter que ter os sapatos impermeáveis sempre a pronto e decidir a cada manhã se o chão lá fora está suficientemente molhado ou o céu suficientemente nublado, a justificar a sua entrada em acção... e depois afinal o sol decidir sair e andar horas a fio de pés fumegantes dentro do calçado sintético... É demasiada incerteza para mim. Quero poder andar de penante ao léu de Junho a Setembro (Maio a Outubro?) e não ter que pensar mais nisso. Vá, chamem-me fútil.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
38
E a verdade é que começo a ter um vislumbre.
(Que refrescante que é fazer anos no mesmo dia do google.)
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Saudades de Berlim...
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Irrita-me
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Aceitar o que não se pode mudar
O que foi dito.
O que foi feito.
É tão óbvio.
Também devia ser simples.