terça-feira, 27 de dezembro de 2011
As Conversas do Manuel 10
- SIIIIMMMM!!!!
Saltos de alegria e entusiasmo, seguidos de uma expressão intrigada.
- O que é badminton?
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
As Conversas do Manuel 9 ou Dicas Preciosas
Ok, filho.
sábado, 24 de dezembro de 2011
Coisas de irmãos
- Mãe, vou dar o meu chocolate do calendário do advento ao Lucas, porque gosto muito dele.
- Hm hm. E o Lucas também te vai dar o dele a ti?
- Hm... Não sei. Vou-lhe perguntar.
E vai-se embora aos saltinhos e a cantarolar.
É tão bom enquanto os irmãos mais novos ainda não notam que os mais velhos fazem uso da sua ingenuidade.
Feliz Natal!
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Coisas que aquecem o coração de uma mãe
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
sábado, 29 de outubro de 2011
Ainda sobre os abutres
Depois, sacudo a cabeça e, com um suspiro, mudo de faixa para ultrapassar os inúmeros carros que estacionam em 2ª fila na Av. Almirante Reis.
(Quase tanto como a existência dos próprios estabelecimentos, irrita-me o facto de ler em letras enormes nas suas montras "16€ A GRAMA". "Grama" é um substantivo do género masculino. O grama. Onde é que está a ASAE nestes casos?)
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Tristes sinais da crise #1
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Questões existenciais de trazer por casa
sábado, 8 de outubro de 2011
It's just another manic Saturday
À medida que me afasto de casa, vão ficando pelo caminho os sentimentos negativos.
Subo a minha rua: A vida é dura! Queria ter dormido, pelo menos, mais duas horas!
Entro na auto-estrada: É tão injusto... Fim-de-semana, toda a gente fica em casa e eu tenho que ir trabalhar.
2ª circular: Ainda bem que não há transito. E olha que bom que está o tempo.
Centro da cidade: Ah! Que inspiradora é a manhã!
Carro estacionado mesmo em frente ao local de trabalho: Hurra! O parquímetro só funciona de segunda a sexta! E não me lembrava de este jardim ser tão bonito!
Em cerca de 15 km, passo do Calimero à Abelha Maia.
As horas passam a correr. O que faz falta é animar a malta. E, quando dou por isso, já estou a arrumar o estaminé para me ir embora.
Chego à hora de almoço, cheia de saudades e de calma e de paciência e de vontade de passar tempo com os meus meninos.
Sim, é mais uma fatia que retiro ao já pequeno bolo de tempo que tenho com eles... mas que assim também se torna mais delicioso.
Trabalhar aos sábados é a pimenta do meu fim-de-semana.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Steve Jobs
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Do que afinal gosto no verão em Portugal:
Da certeza de poder usar sandálias.
Dias, semanas, meses seguidos. Está bem, eu queixo-me da canícula e gosto dos dias nublados com 25 graus e adoro o verão no norte da Europa, tão refrescante e verde, mas isto tenho que confessar. Nunca saber se vai chover ou não, arriscar-me a voltar para casa de pés molhados, ter que ter os sapatos impermeáveis sempre a pronto e decidir a cada manhã se o chão lá fora está suficientemente molhado ou o céu suficientemente nublado, a justificar a sua entrada em acção... e depois afinal o sol decidir sair e andar horas a fio de pés fumegantes dentro do calçado sintético... É demasiada incerteza para mim. Quero poder andar de penante ao léu de Junho a Setembro (Maio a Outubro?) e não ter que pensar mais nisso. Vá, chamem-me fútil.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
38
E a verdade é que começo a ter um vislumbre.
(Que refrescante que é fazer anos no mesmo dia do google.)
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Saudades de Berlim...
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Irrita-me
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Aceitar o que não se pode mudar
O que foi dito.
O que foi feito.
É tão óbvio.
Também devia ser simples.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
September - Sweet Disposition
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Naná
A Naná veio para nossa casa num tempo de que já nem me lembro - o tempo antes de ter filhos. Vinha um bocado mal-tratada. Lembro-me que tinha medo de tudo. Tinha medo da trela, ficava petrificada e recusava-se a andar na rua. Várias vezes voltou para casa ao colo. Lembro-me de nos primeiros tempos ter que lhe por umas ligaduras nas patas cheias de feridas. Lembro-me da frase de um miúdo na rua, um dia, ao vê-la cheia de ligaduras: "Ih! Esse cão andou à porrada?" Mas não, andar à porrada seria a última coisa que teria ocorrido à Naná. Humildade e timidez eram o seu sinal de marca. Com o tempo foi saindo da casca, mas nunca deixou de ser discreta e pacata.
Quando vieste cá para casa tinha eu o Lucas na barriga. Foram mais de 8 anos de vida em comum. Viste os meus filhos crescer e tiveste com eles uma paciência infinita. Perdoa se não te dediquei mais atenção. A correria dos dias não é desculpa. Sei que te podia ter dado mais festas. Deixa lá as plantas que destruiste por sucumbires ao instinto de escavar na terra. Esquece lá as vezes que fugiste para procurar ossos e só voltaste às tantas da noite. Sofreste um bocado nos últimos tempos, mas sempre com uma paz e uma resiliência admiráveis. Quantas vezes olhei para ti em momentos difíceis e me ensinaste a aceitar. Obrigada por isso. Obrigada pelos passeios diários. Obrigada pela companhia. Não sei se estarás ou não no céu dos cães, como dizemos aos miúdos, mas quero acreditar que tiveste uma vida boa e que agora os teus olhos voltaram a brilhar e voltaste a poder correr livremente.

