sábado, 24 de dezembro de 2011

Coisas de irmãos

(Depois de ver o Lucas a falar eloquentemente com o Manuel)
- Mãe, vou dar o meu chocolate do calendário do advento ao Lucas, porque gosto muito dele.

- Hm hm. E o Lucas também te vai dar o dele a ti?
- Hm... Não sei. Vou-lhe perguntar.
E vai-se embora aos saltinhos e a cantarolar.
É tão bom enquanto os irmãos mais novos ainda não notam que os mais velhos fazem uso da sua ingenuidade.
Feliz Natal!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

As Conversas do Manuel 8

- Mami, se eu não te tivesse chorava mil vezes.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Coisas que aquecem o coração de uma mãe


O Lucas colocou os seus quase 8 anos num retângulo de 20x10 cm que me deixou de lágrima no canto do olho.
(Se eu tivesse que contar a minha vida num desenho, também gostava de conseguir retratar assim tantos momentos coloridos. É um bom exercício. Devia tentar.)

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Dia Mundial da Poupança - like

Em vez de tanto comprar e vender, bora lá dar e receber.

sábado, 29 de outubro de 2011

Ainda sobre os abutres

Não posso evitar. De cada vez que passo por uma dessas lojas que compram ouro, imagino velhinhas desfazendo-se dos brincos e fios que passaram de geração em geração, tirando-os de estojos amarelecidos e pondo-os em cima do balcão, para poderem continuar a pagar a renda e a comprar comida... Imagino também, do outro lado do balcão, homens de olhos semi-cerrados a colocar as peças em cima de uma mini-balança. "43 euros por esta pulseira.", "Só? Mas é de ouro de 18 quilates, foi uma prenda do meu pai para a minha mãe...", "Pois, infelizmente não posso fazer nada, é o preço a que ele está." E sorri, mostrando um canino de ouro que cintila à luz da lâmpada fluorescente.
Depois, sacudo a cabeça e, com um suspiro, mudo de faixa para ultrapassar os inúmeros carros que estacionam em 2ª fila na Av. Almirante Reis.
(Quase tanto como a existência dos próprios estabelecimentos, irrita-me o facto de ler em letras enormes nas suas montras "16€ A GRAMA". "Grama" é um substantivo do género masculino. O grama. Onde é que está a ASAE nestes casos?)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Tristes sinais da crise #1

As lojas que compram ouro a surgir como cogumelos. Fazem-me lembrar abutres (assim como assim, mais vale lojas chinesas...).

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Questões existenciais de trazer por casa

Giro quantas vezes o ser humano chega durante a vida a conclusões brilhantes e iluminadas que depois, no correr dos dias, esquece e mais tarde volta a descobrir com redobrado entusiasmo (ver posts anteriores). Quantas epifanias suporta uma vida? E o que faz com que elas, de facto, a alterem (para melhor) de forma duradoura?

sábado, 8 de outubro de 2011

It's just another manic Saturday

Saio de manhã, estradas vazias, uma cidade a despertar.
À medida que me afasto de casa, vão ficando pelo caminho os sentimentos negativos.

Subo a minha rua: A vida é dura! Queria ter dormido, pelo menos, mais duas horas!
Entro na auto-estrada:
É tão injusto... Fim-de-semana, toda a gente fica em casa e eu tenho que ir trabalhar.
2ª circular: Ainda bem que não há transito. E olha que bom que está o tempo.
Centro da cidade: Ah! Que inspiradora é a manhã!
Carro estacionado mesmo em frente ao local de trabalho: Hurra! O parquímetro só funciona de segunda a sexta! E não me lembrava de este jardim ser tão bonito!

Em cerca de 15 km, passo do Calimero à Abelha Maia.
As horas passam a correr. O que faz falta é animar a malta. E, quando dou por isso, já estou a arrumar o estaminé para me ir embora.
Chego à hora de almoço, cheia de saudades e de calma e de paciência e de vontade de passar tempo com os meus meninos.
Sim, é mais uma fatia que retiro ao já pequeno bolo de tempo que tenho com eles... mas que assim também se torna mais delicioso.
Trabalhar aos sábados é a pimenta do meu fim-de-semana.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

"Remembering that I'll be dead soon is the most important tool I've ever encountered to help me make the big choices in life. Because almost everything - all external expectations, all pride, all fear of embarrassement or failure - these things just fall away in the face of death, leaving only what is truly important. Remembering that you are going to die is the best way I know to avoid the trap of thinking you have something to lose. You are already naked. There is no reason not to follow your heart."

Steve Jobs

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Do que afinal gosto no verão em Portugal:

Da certeza de poder usar sandálias.

Dias, semanas, meses seguidos. Está bem, eu queixo-me da canícula e gosto dos dias nublados com 25 graus e adoro o verão no norte da Europa, tão refrescante e verde, mas isto tenho que confessar. Nunca saber se vai chover ou não, arriscar-me a voltar para casa de pés molhados, ter que ter os sapatos impermeáveis sempre a pronto e decidir a cada manhã se o chão lá fora está suficientemente molhado ou o céu suficientemente nublado, a justificar a sua entrada em acção... e depois afinal o sol decidir sair e andar horas a fio de pés fumegantes dentro do calçado sintético... É demasiada incerteza para mim. Quero poder andar de penante ao léu de Junho a Setembro (Maio a Outubro?) e não ter que pensar mais nisso. Vá, chamem-me fútil.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

38

Ouvia eu com interesse há uns tempos a autora deste livro afirmar com eloquência que o melhor da vida começa mesmo aos 40. Porque só então estamos preparados para viver o melhor. Para vivê-lo melhor. Dizia ela que, podendo voltar a ter 20, rejeitaria a oportunidade. Pela serenidade e pela paz só aos 40 se alcançam.
E a verdade é que começo a ter um vislumbre.

(Que refrescante que é fazer anos no mesmo dia do google.)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Saudades de Berlim...




Saudades de 2
semanas irreais, de uma liberdade inebriante e já esquecida, de uma cidade que pulula de energia e elan.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Irrita-me

Falar com pessoas mais novas do que eu e ter a sensação de que são muito mais velhas, de tantas certezas e tão pouca tolerância que têm.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Aceitar o que não se pode mudar

O que aconteceu.
O que foi dito.
O que foi feito.
É tão óbvio.
Também devia ser simples.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

September - Sweet Disposition

Gosto de Setembro, apesar de tudo o que ele traz de volta. A incerteza profissional e com ela a instabilidade financeira, as rotinas, o fim dos dias de liberdade que parece que nunca se aproveitaram o suficiente. Mas Setembro também representa regresso, estrutura, outono... e aniversário :)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Naná


A Naná veio para nossa casa num tempo de que já nem me lembro - o tempo antes de ter filhos. Vinha um bocado mal-tratada. Lembro-me que tinha medo de tudo. Tinha medo da trela, ficava petrificada e recusava-se a andar na rua. Várias vezes voltou para casa ao colo. Lembro-me de nos primeiros tempos ter que lhe por umas ligaduras nas patas cheias de feridas. Lembro-me da frase de um miúdo na rua, um dia, ao vê-la cheia de ligaduras: "Ih! Esse cão andou à porrada?" Mas não, andar à porrada seria a última coisa que teria ocorrido à Naná. Humildade e timidez eram o seu sinal de marca. Com o tempo foi saindo da casca, mas nunca deixou de ser discreta e pacata.

Quando vieste cá para casa tinha eu o Lucas na barriga. Foram mais de 8 anos de vida em comum. Viste os meus filhos crescer e tiveste com eles uma paciência infinita. Perdoa se não te dediquei mais atenção. A correria dos dias não é desculpa. Sei que te podia ter dado mais festas. Deixa lá as plantas que destruiste por sucumbires ao instinto de escavar na terra.
Esquece lá as vezes que fugiste para procurar ossos e só voltaste às tantas da noite. Sofreste um bocado nos últimos tempos, mas sempre com uma paz e uma resiliência admiráveis. Quantas vezes olhei para ti em momentos difíceis e me ensinaste a aceitar. Obrigada por isso. Obrigada pelos passeios diários. Obrigada pela companhia. Não sei se estarás ou não no céu dos cães, como dizemos aos miúdos, mas quero acreditar que tiveste uma vida boa e que agora os teus olhos voltaram a brilhar e voltaste a poder correr livremente.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Casaquistão, Geórgia, Japão...

Depois de passar 2 semanas com gente dos 4 cantos do mundo, regresso ao meu e tento encontrar chão debaixo dos pés. Sento-me a contemplar o globo. Tento imaginar a vida das pessoas que conheci, agora no outro lado do planeta. Vou girando devagar e, a cada movimento, pasmo. Tanto mundo, caramba. A sensação de pequenez é uma óptima conselheira.



quinta-feira, 18 de agosto de 2011

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

terça-feira, 16 de agosto de 2011