quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Do que afinal gosto no verão em Portugal:

Da certeza de poder usar sandálias.

Dias, semanas, meses seguidos. Está bem, eu queixo-me da canícula e gosto dos dias nublados com 25 graus e adoro o verão no norte da Europa, tão refrescante e verde, mas isto tenho que confessar. Nunca saber se vai chover ou não, arriscar-me a voltar para casa de pés molhados, ter que ter os sapatos impermeáveis sempre a pronto e decidir a cada manhã se o chão lá fora está suficientemente molhado ou o céu suficientemente nublado, a justificar a sua entrada em acção... e depois afinal o sol decidir sair e andar horas a fio de pés fumegantes dentro do calçado sintético... É demasiada incerteza para mim. Quero poder andar de penante ao léu de Junho a Setembro (Maio a Outubro?) e não ter que pensar mais nisso. Vá, chamem-me fútil.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

38

Ouvia eu com interesse há uns tempos a autora deste livro afirmar com eloquência que o melhor da vida começa mesmo aos 40. Porque só então estamos preparados para viver o melhor. Para vivê-lo melhor. Dizia ela que, podendo voltar a ter 20, rejeitaria a oportunidade. Pela serenidade e pela paz só aos 40 se alcançam.
E a verdade é que começo a ter um vislumbre.

(Que refrescante que é fazer anos no mesmo dia do google.)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Saudades de Berlim...




Saudades de 2
semanas irreais, de uma liberdade inebriante e já esquecida, de uma cidade que pulula de energia e elan.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Irrita-me

Falar com pessoas mais novas do que eu e ter a sensação de que são muito mais velhas, de tantas certezas e tão pouca tolerância que têm.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Aceitar o que não se pode mudar

O que aconteceu.
O que foi dito.
O que foi feito.
É tão óbvio.
Também devia ser simples.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

September - Sweet Disposition

Gosto de Setembro, apesar de tudo o que ele traz de volta. A incerteza profissional e com ela a instabilidade financeira, as rotinas, o fim dos dias de liberdade que parece que nunca se aproveitaram o suficiente. Mas Setembro também representa regresso, estrutura, outono... e aniversário :)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Naná


A Naná veio para nossa casa num tempo de que já nem me lembro - o tempo antes de ter filhos. Vinha um bocado mal-tratada. Lembro-me que tinha medo de tudo. Tinha medo da trela, ficava petrificada e recusava-se a andar na rua. Várias vezes voltou para casa ao colo. Lembro-me de nos primeiros tempos ter que lhe por umas ligaduras nas patas cheias de feridas. Lembro-me da frase de um miúdo na rua, um dia, ao vê-la cheia de ligaduras: "Ih! Esse cão andou à porrada?" Mas não, andar à porrada seria a última coisa que teria ocorrido à Naná. Humildade e timidez eram o seu sinal de marca. Com o tempo foi saindo da casca, mas nunca deixou de ser discreta e pacata.

Quando vieste cá para casa tinha eu o Lucas na barriga. Foram mais de 8 anos de vida em comum. Viste os meus filhos crescer e tiveste com eles uma paciência infinita. Perdoa se não te dediquei mais atenção. A correria dos dias não é desculpa. Sei que te podia ter dado mais festas. Deixa lá as plantas que destruiste por sucumbires ao instinto de escavar na terra.
Esquece lá as vezes que fugiste para procurar ossos e só voltaste às tantas da noite. Sofreste um bocado nos últimos tempos, mas sempre com uma paz e uma resiliência admiráveis. Quantas vezes olhei para ti em momentos difíceis e me ensinaste a aceitar. Obrigada por isso. Obrigada pelos passeios diários. Obrigada pela companhia. Não sei se estarás ou não no céu dos cães, como dizemos aos miúdos, mas quero acreditar que tiveste uma vida boa e que agora os teus olhos voltaram a brilhar e voltaste a poder correr livremente.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Casaquistão, Geórgia, Japão...

Depois de passar 2 semanas com gente dos 4 cantos do mundo, regresso ao meu e tento encontrar chão debaixo dos pés. Sento-me a contemplar o globo. Tento imaginar a vida das pessoas que conheci, agora no outro lado do planeta. Vou girando devagar e, a cada movimento, pasmo. Tanto mundo, caramba. A sensação de pequenez é uma óptima conselheira.



quinta-feira, 18 de agosto de 2011

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

terça-feira, 16 de agosto de 2011

domingo, 14 de agosto de 2011

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Sommer im Norden

Verde
Bicicleta
Humidade
Vidas
Parque
Amigos
Casaco
Olhos azuis
Diferenças
Flores
Desafios
Birkenstock



quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Reencontros

Tavira - Paris - Ülzen.
Marijana - Kati - Annika.
Três lugares, três Amigas de longa data que n
ão
via há anos.
Tantas histórias para pôr em dia.
Filhos que n
ão se conheciam.
Três Mulheres lutadoras e inspiradoras, que pregam rasteiras ao destino e enfrentam as adversidades com garras de leoa.
Viva as férias, que permitem que caminhos se voltem a cruzar.
Estamos em Agosto, est
ão 13 graus e chove. Quem precisa de sol e praia?

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Coisas do Lucas 42

- MÃÃÃÃEEE!
- Sim?
- Vens ver ou vens viver?

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Something good can work

Há 4 anos que a vida é ainda mais estonteante.
Parabéns, filho.


segunda-feira, 18 de julho de 2011

Constatações

Pode ser sexista, mas a verdade é que me faz mais impressão quando uma mulher pratica uma condução agressiva do que quando é um homem.

domingo, 17 de julho de 2011

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Sou eu que estou a ficar louca?

Será impressão minha ou os pássaros andam a voar mais baixo nos últimos tempos? Já perdi a conta aos pardais, corvos, gaivotas, melros, andorinhas que se me atravessaram à frente do carro nas últimas semanas. E isto de ter a constante sensação de que se vai atropelar um pássaro não é nada agradável. Com todo um céu para explorar, passarada, sinceramente não percebo. Tivesse eu asas e ninguém me veria a fazer razias ao asfalto.

terça-feira, 5 de julho de 2011

A Terra da Lua Partida

Fico profundamente perturbada, angustiada, triste quando vejo um programa assim.
Pessoas que não deitam um grama de dióxido de carbono para a atmosfera além do que é legítimo a um ser vivo, que vivem da forma mais pura em harmonia com o Mundo, têm que pagar pelos erros de uma civilização que não conhecem nem querem conhecer, e vêem-se impedidas de, simplesmente, viver como os seus antepassados sempre viveram. Não querem ter carros, não precisam de electricidade, não sabem o que é o petróleo, nunca ouviram falar em energia nuclear. Querem apenas continuar a fazer o que o que viram fazer os pais e avós, atravessar os Himalaias com os seus filhos e os seus animais. Mas já não podem. Porque os rios secaram. Porque as terras férteis agora são desertos. Porque um sol de repente inimigo lhes queima a pele e os olhos. Porque têm que aprender a proteger-se contra um aquecimento global que não podem compreender.