quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Coisas do Lucas 31

Em plena praia, passa diante de nós uma senhora dos seus 70 anos, deveras avantajada, num fato-de-banho gigante de padrão tigrado.
O Lucas olha, fascinado.
- Iiiina mãe! Aquela está vestida à Tarzan!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Podia estar a correr melhor

Pois é.
Os meus receios estão a tornar-se realidade. Podem dizer-me que ah eu é que estava muito ansiosa e passei a tensão para ele, mas não me parece. Tenho praticado o reforço positivo em todas as variantes que me ocorrem até à exaustão, mas não está a funcionar. Vamos na segunda semana de aulas e o Lucas não quer ir para a escola.
Agarra-se a mim e chora baixinho. "Gosto tanto de ti, quero ficar contigo, fica aqui ao pé de mim, não quero que te vás embora, passo o dia a pensar em ti". Como lidar com isto?

Hipótese 1: é só agora ao início, ele depois habitua-se.
Argumentos meus: já é o terceiro ano do Lucas nesta escola, uma vez que fez dois anos de pré. Nem no primeiro ano fez fita para ir. Conhece quase todos os meninos e sempre se sentiu bem lá.

Hipótese 2: o meu gajinho quer é liberdade, andar a jogar à bola e a brincar. Pois. Parece-me que é mais isso. Na pré não notava tanto o ter de estar sentado a trabalhar, porque havia sempre brincadeira pelo meio.
Argumentos meus: tem mesmo que ser assim? Será que não é possível fazer a escola apetecível para as crianças? Eles que estão ávidos de aprender e de experimentar coisas novas? Custa-me tanto que uma criança de 6 anos já ache que a escola é uma seca. E não quero responsabilizar ninguém, até porque tenho muita esperança que a atitude dele venha a mudar em breve.

Até lá, fico a matutar nesta facada no coração, desculpem, frases que trocámos hoje de manhã no caminho para a escola:
- Mamã, gosto tanto de ti que não acaba nunca.
- Eu também filho.
- Então se gostas de mim, porque é que me levas para a escola e ficas o dia inteiro sem me ver?

Sim, como explicar-lhe isto se nem eu percebo esta lógica de passarmos os dias, as semanas, a vida longe daqueles que são mais importantes para nós?
Rai's parta a civilização.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Volver

Voltar das férias, voltar ao trabalho, voltar à escola.

Voltar a meter os fatos de banho nas gavetas, voltar a desfazer as malas.

Voltar a ter que levantar cedo, voltar à loucura das manhãs, voltar a vê-lo subir a rua para a escola e pensar que gostava era de passar o dia com ele.

Desta vez, vai de mochila às costas, para o primeiro ano, o meu menino.

Vejo-o sentado na sala, rodeado de muitos outros rostos entre o assustado e o expectante, e dá-me assim uma nostalgia imensa. Vai correr bem.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Dia dos Avós

Por uma feliz coincidência, a escola do Lucas esteve fechada na segunda-feira, o que fez com que ele fosse com o Manuel para casa dos avós. (Teria ido de qualquer modo.)
Assim, tiveram ambos a sorte de passar o Dia dos Avós com os próprios.
Sou grata pelos avós que os meus filhos têm de uma maneira que não consigo explicar.
Os meus pais dedicam-se aos meus filhos de um modo que jamais poderei agradecer. Dedicam-lhes tanto de si, tanto amor, tanto tempo, tanta alegria. É o melhor património que neste momento podem partilhar e a que uma criança pode ser exposta.
Li algures há pouco tempo que os netos são filhos com açúcar. Acho que também posso dizer que os avós são pais com açúcar. A minha mãe é uma mãe com muito açúcar para os meus filhos. Tem uma meiguice e uma paciência invejáveis e sabe levá-los bem melhor que eu (mãe explosiva de pavio curto), sem ser demasiado permissiva. E o meu pai, que às vezes me parece zangado com a vida, brinca às escondidas com o neto mais novo com o maior dos entusiasmos.
De cada vez que os vejo juntos sinto o coração inchar de alegria por termos todos esta oportunidade tão valiosa de enriquecimento mútuo.
E, já que estou numa de agradecimento ao universo, não posso deixar de falar na enorme dádiva que é, aos 36 anos, eu própria ainda ter um avô, um homem extraordinário e de uma lealdade infinita, por um lado severo, mas que sempre se comoveu com os netos e, agora, de uma forma muito especial, com os bisnetos. Agradeço que os meus filhos tenham também um bisavô na vida deles, ainda que não se vejam tantas vezes como eu gostaria.
E depois... ficará para sempre a questão: por que é que perdi tão cedo a minha avó materna, da qual tenho apenas recordações tão vagas?
Sinto uma falta imensa por não ter conhecido mais e crescido com a mãe da minha mãe e sua melhor amiga. E tudo o que ouço sobre ela faz este sentimento de falta crescer ainda mais. Uma mulher tão admirada e estimada que ainda hoje, mais de trinta anos depois de nos ter deixado, repentina e inesperadamente, numa véspera de Natal, as pessoas que a conheceram me vêm falar dela e de como era especial. Tenho a certeza de que teríamos sido também grandes amigas. E sei que ela teria sido a minha mãe com açúcar.
...
Viva os avós. Obrigada aos avós. Sem eles o equilíbrio das famílias seria infinitamente mais frágil.

sábado, 24 de julho de 2010

Toma que é para aprenderes

Quase 10 da manhã e o Lucas ainda dorme. Como hoje fico em casa, deixo-o dormir. Às tantas acorda, bem disposto, e com olhos angelicais pede: Posso ficar em casa?
Tinha pensado em levá-lo para a escola umas horas, mas pronto. Tadinho. Eu em casa com o irmão e levo-o para a escola? Que mãe megera.
Fica em casa, e os dois brincam enquanto eu faço as mil coisas que tenho na lista, e eu toda contente por ter os meus meninos comigo e até faço tudo mais depressa.
Pois claro.
Mas não. Claro que não correu assim. Nunca corre, mas acho que faz parte da condição de mãe esta esquizofrenia de sentimentos.
Será desnecessário dizer que não brincaram harmoniosamente nem 5 minutos.
Que, quando estão juntos, só têm ideias levadas da breca.
Não vou entrar em detalhes sobre o quase-partido-candeeiro-de-lava no móvel da sala.
Também não vale a pena falar muito sobre o iogurte líquido entornado sobre metade da extensão do acabado-de-lavar-chão-da-cozinha. (Como fazer com que os sapatos deixem de se colar ao chão, mesmo após várias passagens com a esfregona? Anyone?)
Só queria contar que, ao fim do dia, sentei-me desgrenhada no sofá e enviei ao meu esposo a seguinte sms:
"O Lucas e o Manuel são meus filhos e amo-os muito. Mas, por favor, quando chegares a casa faz com que eu não dê por eles durante o resto do dia."

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Buraco no coração

Tal como no ano passado por esta altura, o Manuel foi de férias com os avós.
Quando retirámos do carro a cadeirinha para a colocar no carro do avô, ficaram no banco umas mossas, fruto de 2 anos de Manuel sentado, com o seu peso crescente. Com o passar dos dias e a ausência da cadeira, as mossas foram desaparecendo, e o banco voltou a estar como novo. Ao contrário de mim. Com o passar dos dias e a ausência do Manuel, as mossas no meu coração foram aumentando até se transformarem numa cratera, que tenho agora que contornar com cuidado, para não cair lá para dentro.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

A perda do Self

No passado fim-de-semana estive com uma amiga de longa data. Era domingo, meio-dia e ela tinha acabado de se levantar. Não tem filhos, já se vê. Há quantos anos não durmo até ao meio-dia? Não quero contar. (7)
Fiquei a pensar. (medo)
Os filhos tiram-nos tanto. Queremos dormir mais um pouco - hahaha, perdão - queremos dormir a noite toda seguidinha e, nope, só se eles deixarem.
De manhã queremos sair de casa a horas, impossível.
Queremos manter a roupa pouco enxovalhada ou, vá, sem nódoas, antes de ir para o trabalho, ensinam-nos a cada manhã valores mais nobres que o aspecto físico.
Queremos passar o sábado de papo para o ar a ler, dão-nos com o martelo do Bob o Construtor na testa e obrigam-nos a dar corda aos sapatos.
Queremos tomar o pequeno almoço às tantas e só voltar a comer ao jantar, e lá vêm os sentimentos de culpa.
Queremos almoçar no restaurante indiano que abriu há pouco tempo aqui perto, mandam-nos plantar batatas com as novas experiências culinárias, que eles é que não abrem a boca para comer aquilo, e é ver chacuti de frango a voar pela sala.
Queremos sair com amigos, ir ao cinema, ir ao teatro, bezerrar em frente à televisão ou qualquer outra actividade mais ou menos interessante... mas não. Eles é que mandam.
Só que depois... (e avisa-se desde já a quem não tem filhos para se abster de fazer julgamentos sobre as próximas frases, do género ai que lamechice)
... olham para nós e falam-nos do planeta Pluto, que já não existe. Contam-nos que "uns astronautas foram lá e viram que já não dá para viver ali. Por isso o Pluto foi-se embora. É mesmo verdade!"
... ou então adormecem ao nosso lado com a cara colada à nossa e transmitem-nos a melhor sensação do mundo porque mostram que tudo está bem só porque estamos ali.
... ou então vamos pela rua e sentimos aquelas mãozitas, tão pequenas mas que enchem as nossas, dizendo-nos que estão prontos para ir connosco para todo o lado e para nos mostrar detalhes no caminho que não veríamos sem eles.
... vêm a correr para nós quando os vamos buscar à tarde como se fossemos a pessoa mais importante do mundo, porque somos a pessoa mais importante do seu mundo.
... mostram-nos que o probleminha que nos estava a chatear afinal é tão insignificante ao lado de uma gargalhada, de um abraço, de um olhar de cumplicidade.

Os filhos tiram-nos tanto... tiram-nos quase tudo o que achávamos que era essencial, para depois nos retribuirem com tão mais do que é, mesmo, invisível aos olhos.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Coisas do Lucas 29

8 da manhã. O Lucas prepara-se para ir para a escola. Diz-me que é hoje o torneio contra os meninos do primeiro ano, enquanto veste uns calções de futebol. Calça as meias mais compridas que encontra na gaveta e estica-as o mais que pode. As danadas, porém, não ficam nos joelhos e insistem em escorregar pelas canelas abaixo. Depois de as puxar furiosamente para cima umas quantas vezes, o Lucas irrita-se, mas logo encontra uma solução.
- Ó mãe, traz-me aí a cola.

domingo, 6 de junho de 2010

Coisas do Lucas 28

Menina estás à janela com o teu................
Estou na cozinha
a cantarolar. O Lucas aparece e pergunta:

- Essa canção é do Toni Carreira?


Choque.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Coisas do Lucas 27

(assim do nada)
- Mãe, mesmo assim gosto muito de ti.
- Porquê "mesmo assim"?
- Porque tu trabalhas muito.
(eu acho que deviam gostar de mim PORQUE trabalho muito... mas a minha lógica é outra).

quarta-feira, 19 de maio de 2010

As Conversas do Manuel 3


Mamã, tu tens a roupa nos pés.


terça-feira, 11 de maio de 2010

As Conversas do Manuel 2

Acho que o Manuel ainda não consegue distinguir bem a realidade dos sonhos. Pelo menos é o que parece quando acorda e conta com grande convicção o que "viu", sentado na cama, olhinhos estremunhados e cabelo desgrenhado:
- Eu vi um leão. Ele disse: "Queres café?" E eu disse "não, eu só bebo leitinho".

domingo, 9 de maio de 2010

Coisas do Lucas 26 (as coisas do Lucas nem sempre são para rir...)

Hoje, ao pequeno almoço.
- Mãe, aos meninos também abrem a barriga?
(uns segundos para tentar apanhar)
- Sim, se tiverem que ser operados.
- Eu vou ser operado?
- Não sei, espero que não.
- O Manuel foi operado, não foi? À cabeça, não é?
- Sim. (ainda estremeço quando falo nisto)
- Abriram-lhe a cabeça?
- Sim.
(faz uma careta. Depois vira-se para o irmão)
- Manuel, quando tu eras bebé foste operado e abriram-te a cabeça.
(o Manuel olha para ele, depois para mim, olhos muito abertos, e pergunta)
- eu?
Sorrio-lhe e mudo de assunto. O Lucas quer voltar à carga, mas o pai interrompe a conversa. Que um dia, quando ele tiver idade para perceber, lhe contaremos. Pergunto-me quando será esse dia e como se conta a uma criança que já passou por algo assim.
Há coisas que nos marcam para sempre, não há volta a dar.
Já passou.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Coisas que me irritam solenemente

Sábado, 5 da tarde, no parque. O Lucas joga à bola com o pai, o Manuel anda de baloiço há 15 minutos e não parece interessado em parar.
Ao nosso lado, uma menina anda de escorrega com igual entusiasmo, uma e outra vez.
- Maria, anda, vamos embora.
(A mãe está farta do parque.)
- Não quero, quero ficar mais um bocadinho!
(A Maria vê a coisa de outro modo.)
- Anda que já estou cheia de frio!
(cerca de 20 graus e sol.)
- Não quero!
(A Maria tem a persistência de uma pequena leoa.)
- Olha, então vou-me eu embora!
(A mãe começa a impacientar-se, mas que maçada, estes fedelhos, e ter que ir ao parque ao sábado à tarde, que seca.)
A Maria continua a andar de escorrega como se não houvesse amanhã e ignora a mãe.
(hihihi)
- Anda, vamos para casa, não queres ver os desenhos animados?
(Desleal, isto é desleal!)
A Maria hesita... e lá vai, vencida.
Sobe para o corrimão à saída do parque, como fazem quase todos os meninos que passam ali.
- Desce daí, vais cair e bater aí com a boca e depois ficas a deitar sangue!
(Bolas, que isto é demais. Não fosse eu tão recatada e teria perguntado à senhora se não se lembra de ter sido criança.)
E lá vai a Maria, pela mão, quietinha como se quer.
Quem me conhece sabe que a televisão é o último recurso aqui de casa para entreter as crianças. Claro que adoram o Ruca e o Martim Manhã e o Bob, mas liga-se a TV para ver uns episódios e depois desliga-se. Não compreendo este hábito de fazer da televisão baby-sitter e deixar as crianças horas a fio entregues a uma triste passividade. Isto aliado a uma super-protecção do tipo "não corras que vais cair", "não saltes que torces um pé", "não jogues à bola que podes esfolar os joelhos" e temos a mistura capaz de me por a milhas.
Não sou nenhuma super-mãe e tenho tantas coisas para fazer em casa como qualquer outra (com a diferença, talvez, de eu ser bem mais lerda para as tarefas domésticas do que boa parte das mulheres), mas só tiraria os meus filhos do parque aliciando-os com programas de televisão se estivesse a chover a potes ou alguém estivesse doente. E, por mais que eu estremeça por dentro, hão-de correr e cair o que tiverem que cair e torcer pés o que tiverem que torcer e esfolar joelhos o que tiverem esfolar. Humpf!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Coisas que admiro

Pessoas que mantêm o sentido de humor com a idade:
Li há tempos uma entrevista a uma senhora que completava 100 anos.
Depois de a inquirir acerca da sua descendência e do quão realizada se sentia como centenária, o jornalista perguntou, em jeito de brincadeira, se podia voltar daí a um ano para a entrevistar novamente. Resposta: "Porque não? O senhor não me parece ainda muito velho".

segunda-feira, 8 de março de 2010

Coisas do Lucas 25

Deitado na cama, quase a adormecer ao meu lado:
- Ainda bem que o meu pai escolheu uma mãe tão bonita!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A ecologista que há em mim

Fico fula quando, na estrada, vejo objectos a serem arremessados pelas janelas dos carros. A janela abre e lá vai a garrafinha de água vazia. Esvoaça o lenço de papel usado. Sobe pelos ares o plástico do maço de cigarros, logo seguido pela prata, que fica a saltitar no asfalto. Basta continuar a seguir uns quilómetros o mesmo veículo e - lá vem ela, a beata, ao encontro da liberdade. Uma amiga minha chegou a levar com uma fralda descartável no vidro da frente - bem recheada, a avaliar pelo estrondo. Ó concidadãos, mas o que é isto?
Nestes momentos, sou sempre assaltada pela mesma dúvida: o que fazer? Sinais de luzes - que provavelmente não seriam entendidos? Apontar com o indicador para a testa, arriscando-me a levar uns sopapos, como já quase aconteceu? Até que, um dia, tive uma ideia. Fiz um cartaz com a imagem de um porco. Da próxima vez que assistir a uma destas agressões ambientais, estarei pronta para me colocar de imediato junto ao carro em questão e erguer o meu cartaz, tornando-o bem visível para o condutor vizinho. Macacos me mordam, um dia destes hei-de ter coragem de o fazer. (Talvez peça a colaboração do Lucas).

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Coisas do Lucas 24

- Mãe, compra-me um g0rmiti.
- Ó Lucas, esses bonecos são horríveis, horripilantes, são monstros, e nem sequer são monstros normais, são monstros deformados!
- Mas mãe, eu já tenho tantas coisas bonitas. Também posso ter algumas feias, não é?

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

As conversas do Manuel

Estamos a ver um livro. Há uma imagem de uma família de pinguins - 2 adultos, um bebé, um filhote mais crescido. O Manuel aponta com o dedo e vai descrevendo:

- Mamã pinguim, papá pinguim, bebé pinguim, Lucas pinguim.

Estamos todos em conformidade com a norma, portanto. A norma que existe na cabecita do Manuel.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Nunca voltes a um lugar onde já foste feliz

Viro esta regra ao contrário e, quase 20 anos depois, volto a um lugar onde fui infeliz.
Passados tantos anos - credo, estou mesmo velha -, agora, tudo me parece ali mais leve. As coisas mudam, eu mudei. Volto sem obrigações, sem pressões. Junto-me a mais uns quantos amantes da música, sento-me numa sala cheia de livros antigos, abro a boca e canto.
E o melhor não é a harmonia que sinto durante essa hora e meia, o melhor é mesmo o voltar para casa e continuar a cantar, sentir que a disposição fica lá em cima, junto das notas mais agudas. Vou buscar o Manuel e cantamos os dois no carro, a caminho de casa. Gosto de cantar com os meus filhos, e espero que eles continuem durante muito tempo a gostar de cantar comigo.
E pronto, este foi, até agora, o mais inesperado acontecimento de 2010.