sábado, 31 de janeiro de 2009
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
flashback
O dia 28 de Janeiro de 2008 vai ficar para sempre marcado nas nossas vidas como um Renascer. O dia em que o Manuel foi operado e a semana que passei com ele no hospital foram tão fortes que é difícil descrevê-los.
Ao relembrar esses dias, lembro-me dos tantos meninos que conhecemos no hospital e de quem nunca nos vamos esquecer. Penso em especial no Samuel, cuja história infelizmente não teve o mesmo final feliz que a nossa. Penso nele tantas vezes.
Passado um ano, continuo sem conseguir digerir o que vivi.
Ao relembrar esses dias, lembro-me dos tantos meninos que conhecemos no hospital e de quem nunca nos vamos esquecer. Penso em especial no Samuel, cuja história infelizmente não teve o mesmo final feliz que a nossa. Penso nele tantas vezes.
Passado um ano, continuo sem conseguir digerir o que vivi.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Que bom filme é você?

"Você é "O Fabuloso Destino de Amelie Poulain" de Jean Pierre Jeunet. Você é engraçado(a), original. Uma pessoa leve e maravilhosa de se conviver."
Faça você também Que
bom filme é você? Uma criação de
Mundo Insano da Abyssinia
eu? gosto imenso deste filme, mas... hm............ (ar de dúvida)
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
doula
Este sim, o número 1 da lista! Um sonho recente, que cresceu graças à minha querida amiga e doula, e que estou pela primeira vez a poder pôr em prática com a minha amiga super-grávida, super-mãe e linda. Sentir um bebé a mexer dentro de uma grande e maravilhosa barriga, trocar experiências, falar sobre a amamentação e o parto e como tudo pode funcionar bem tendo a Mulher sido concebida para dar à luz... poderia ficar horas a dissertar sobre isto.
sábado, 17 de janeiro de 2009
Professora primária
Nunca fez parte da minha lista de profissões de sonho. Nem tentei nunca enveredar por este aventuroso caminho. Foi daquelas coisas. Calhou-me na rifa. Uma rifa a desenrolar a partir de ontem, 2 horas por dia.
Estava positivamente nervosa e expectante. Planeei jogos e actividades motivantes. Imaginei exercícios em forma de brincadeira. Tentei desenhar na minha cabeça os alunos que me esperavam. Vi olhos curiosos, meninos espertos e sedentos de aprender.
Pensei também que estava talvez a ser um pouco ingénua. Mas não. Estava a ser completamente estúpida.
Encontrei crianças que não são capazes de ocupar o seu lugar por mais do que uns poucos minutos. Já para não falar em estar caladinhas. Testei a minha voz a níveis perigosamente esgotantes. Arrependi-me de ter sorrido ao entrar na sala. Vi-os rebolar pelo chão, atirar objectos uns aos outros, agredir-se e ser insolentes e provocadores, achando tudo o que eu pudesse dizer uma grande seca. Com 8 anos.
Mas também vi os meninos que tinha imaginado. Poucos. Vi-os sentados, com os cadernos abertos e lápis na mão, com ar perdido.
Mais do que estar chocada por ter que passar os próximos meses na selva, choca-me o facto de ser esta a escola primária de hoje em dia. E de ser esta a escola que os meus filhos irão frequentar.
Estava positivamente nervosa e expectante. Planeei jogos e actividades motivantes. Imaginei exercícios em forma de brincadeira. Tentei desenhar na minha cabeça os alunos que me esperavam. Vi olhos curiosos, meninos espertos e sedentos de aprender.
Pensei também que estava talvez a ser um pouco ingénua. Mas não. Estava a ser completamente estúpida.
Encontrei crianças que não são capazes de ocupar o seu lugar por mais do que uns poucos minutos. Já para não falar em estar caladinhas. Testei a minha voz a níveis perigosamente esgotantes. Arrependi-me de ter sorrido ao entrar na sala. Vi-os rebolar pelo chão, atirar objectos uns aos outros, agredir-se e ser insolentes e provocadores, achando tudo o que eu pudesse dizer uma grande seca. Com 8 anos.
Mas também vi os meninos que tinha imaginado. Poucos. Vi-os sentados, com os cadernos abertos e lápis na mão, com ar perdido.
Mais do que estar chocada por ter que passar os próximos meses na selva, choca-me o facto de ser esta a escola primária de hoje em dia. E de ser esta a escola que os meus filhos irão frequentar.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Arco-Íris sobre o Alentejo
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
And so this is Christmas
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Coisas do Lucas 13
O Manuel mostra a cada dia o seu carácter determinado. As refeições são sempre um momento alto.
Ontem escapou-me a tão proibida comparação.
"Irra, que és tão teimoso como o teu irmão!"
O Lucas, ofendido.
"Eu não sou teimoso! É só o meu corpo!"
Ontem escapou-me a tão proibida comparação.
"Irra, que és tão teimoso como o teu irmão!"
O Lucas, ofendido.
"Eu não sou teimoso! É só o meu corpo!"
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
mais de mim
Acabo de constatar que peso mais 5 quilos do que há 5 anos atrás e mais 10 do que há 10 anos. Não sou pessimista, mas, com base nestes dados, não vislumbro nada de bom para o futuro das minhas dimensões. Aceitam-se ideias para inverter esta tendência.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Coisas do Lucas 12
Parece que a igualdade fraternal se começa a impôr cá em casa e o Manuel já se defende das investidas do Lucas como pode: com chapadas e dentadas.
Há dias estava com os dois na farmácia e uma pessoa baixou-se para falar com o Manuel, ao que o Lucas, sempre disposto a ajudar, avisou prontamente:
- Cuidado, que ele morde.
Há dias estava com os dois na farmácia e uma pessoa baixou-se para falar com o Manuel, ao que o Lucas, sempre disposto a ajudar, avisou prontamente:
- Cuidado, que ele morde.
sábado, 8 de novembro de 2008
Coisas do Lucas 11
Hoje ao pequeno almoço:
- Mamã, hoje estou um bocadinho mal disposto. Por isso é que me estou a portar tão bem.
(realmente, já tinha estranhado)
- Mamã, hoje estou um bocadinho mal disposto. Por isso é que me estou a portar tão bem.
(realmente, já tinha estranhado)
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Ontem
foi também o primeiro dia de natação do Lucas. Passou a semana a anunciar-me que não queria ir. Novo grupo, nova professora, nova piscina. Não previa nada de bom, mas foi bem pior.
Tudo começou quando tive que levar também o Manuel, pois estava sozinha com os dois. Enquanto despia e preparava o Lucas, o Manuel fez várias visitas às senhoras que estavam no balneário e fez questão de investigar o conteúdo dos seus sacos. Tive sorte, acharam-lhe imensa graça.
Quando, finalmente, após 3000 interrupções, o Lucas ficou pronto, peguei no Manuel e dirigimo-nos à porta de passagem para a piscina. Nesse momento, começaram os dois a chorar em coro. O Manuel, porque viu a piscina e queria ir para lá. O Lucas, porque viu a piscina e não queria ir para lá. Fiquei confusa. Havia uma criança a querer ir para dentro de água, mas era a criança errada.
Consegui resolver a questão entregando rapidamente o Lucas, aos soluços, à professora de natação, e levando o Manuel, aos soluços, para a tribuna no andar de cima. Ambos se acalmaram, e eu passei os 45 minutos seguintes a tentar que o Manuel não caísse lá para baixo por entre as grades, enquanto sorria e acenava ao Lucas de todas as vezes que ele olhava para cima. Quando acabou a aula, suspirei de alívio.
Ingenuamente, pois esperava-me mais um belo momento de acção. Fui dar banho ao Lucas ao mesmo tempo que tentava evitar que o Manuel se molhasse. Em vão. Bastou uma olhadela para o frasco de champô para o perder de vista, e ei-lo todo contente ao lado de uma senhora debaixo de um duche.
O Lucas acabou a ser esfregado por uma outra senhora que teve por mim um misto de piedade e condescendência, enquanto eu tentava verificar se todas as camadas de roupa do Manuel tinham ficado molhadas.
Finalmente de volta ao vestiário, o Manuel achou graça às chaves dos armários que estavam abertos, e presenteou-me com todas as que conseguiu recolher. Deixei de receber olhares simpáticos assim que as respectivas donas deram pela falta, e demorou algum tempo até conseguir devolver a todas a chave certa.
Pareceu-me ouvir suspiros de alívio quando abandonámos o local. Deve ter sido impressão minha.
O Lucas já me disse que para a semana não quer ir à natação. Olha. Que chatice.
Tudo começou quando tive que levar também o Manuel, pois estava sozinha com os dois. Enquanto despia e preparava o Lucas, o Manuel fez várias visitas às senhoras que estavam no balneário e fez questão de investigar o conteúdo dos seus sacos. Tive sorte, acharam-lhe imensa graça.
Quando, finalmente, após 3000 interrupções, o Lucas ficou pronto, peguei no Manuel e dirigimo-nos à porta de passagem para a piscina. Nesse momento, começaram os dois a chorar em coro. O Manuel, porque viu a piscina e queria ir para lá. O Lucas, porque viu a piscina e não queria ir para lá. Fiquei confusa. Havia uma criança a querer ir para dentro de água, mas era a criança errada.
Consegui resolver a questão entregando rapidamente o Lucas, aos soluços, à professora de natação, e levando o Manuel, aos soluços, para a tribuna no andar de cima. Ambos se acalmaram, e eu passei os 45 minutos seguintes a tentar que o Manuel não caísse lá para baixo por entre as grades, enquanto sorria e acenava ao Lucas de todas as vezes que ele olhava para cima. Quando acabou a aula, suspirei de alívio.
Ingenuamente, pois esperava-me mais um belo momento de acção. Fui dar banho ao Lucas ao mesmo tempo que tentava evitar que o Manuel se molhasse. Em vão. Bastou uma olhadela para o frasco de champô para o perder de vista, e ei-lo todo contente ao lado de uma senhora debaixo de um duche.
O Lucas acabou a ser esfregado por uma outra senhora que teve por mim um misto de piedade e condescendência, enquanto eu tentava verificar se todas as camadas de roupa do Manuel tinham ficado molhadas.
Finalmente de volta ao vestiário, o Manuel achou graça às chaves dos armários que estavam abertos, e presenteou-me com todas as que conseguiu recolher. Deixei de receber olhares simpáticos assim que as respectivas donas deram pela falta, e demorou algum tempo até conseguir devolver a todas a chave certa.
Pareceu-me ouvir suspiros de alívio quando abandonámos o local. Deve ter sido impressão minha.
O Lucas já me disse que para a semana não quer ir à natação. Olha. Que chatice.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Sou do contra
Sempre fui.
Mas desta vez não sou. Estou mesmo contente por Barack Obama ser o novo presidente dos EUA. Não gosto nem percebo de política portanto, esperanças de mudança global e de paz no mundo à parte, do seu discurso, muito basicamente, como fêmea, tocou-me o modo como falou da mulher. "My best friend. The rock of our family. The love of my life." Agora tentem dizer isto sem ser lamechas - ele conseguiu.
Só acho chocante que na imprensa portuguesa de hoje em dia ainda seja normal dizer "o primeiro presidente da história dos EUA de raça negra".
Mas desta vez não sou. Estou mesmo contente por Barack Obama ser o novo presidente dos EUA. Não gosto nem percebo de política portanto, esperanças de mudança global e de paz no mundo à parte, do seu discurso, muito basicamente, como fêmea, tocou-me o modo como falou da mulher. "My best friend. The rock of our family. The love of my life." Agora tentem dizer isto sem ser lamechas - ele conseguiu.
Só acho chocante que na imprensa portuguesa de hoje em dia ainda seja normal dizer "o primeiro presidente da história dos EUA de raça negra".
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Coisas do Lucas 10
7 da manhã, na cozinha. Pergunto ao Lucas:
- Podias ter dormido mais um bocadinho, por que te levantaste já?
- Tenho tantas coisas para te perguntar!
... (tento preparar-me)
- Mamã, quando nós morrermos temos os olhos abertos?
- ... não sei...
- Então quem sabe?
- Ninguém!
- Porquê?
- Ninguém sabe o que vai acontecer no futuro.
- Então vemos na internet!
- Na internet não está o futuro.
- E no GPS?
...
Devia ter previsto isto. Ter um filho depois do ano 2000 significa que, aos 4 anos, já acredita que na tecnologia está a solução para tudo.
- Podias ter dormido mais um bocadinho, por que te levantaste já?
- Tenho tantas coisas para te perguntar!
... (tento preparar-me)
- Mamã, quando nós morrermos temos os olhos abertos?
- ... não sei...
- Então quem sabe?
- Ninguém!
- Porquê?
- Ninguém sabe o que vai acontecer no futuro.
- Então vemos na internet!
- Na internet não está o futuro.
- E no GPS?
...
Devia ter previsto isto. Ter um filho depois do ano 2000 significa que, aos 4 anos, já acredita que na tecnologia está a solução para tudo.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Errante
Atravesso a ponte Vasco da Gama quase diariamente. Há dias, comecei a ver pelo espelho retrovisor um carro da polícia a aproximar-se a alta velocidade, luzes azuis e sirene ligadas. Depois de a polícia me ter mandado parar, sabe-se lá por que diabólicas coincidências, 5 vezes nos últimos 6 meses, pareceu-me perfeitamente natural que viessem atrás de mim. Pura pretensão da minha parte. Pararam algumas centenas de metros mais à frente, junto a um homem de cara queimada, barba branca bicuda até ao umbigo, cajado na mão e mochila às costas, que atravessava a ponte a pé. Um caminhante vindo de um qualquer lugar que eu de certeza gostava de conhecer. Quis parar também, mas achei despropositado, se calhar até proibído. Quando exactamente é que me tornei tão narrow-minded? E um segundo depois já tinha passado por ele a 100 à hora, com vontade de o ter conhecido, com um vazio imenso por estar tão longe de uma vida assim.
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