quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

mais de mim

Acabo de constatar que peso mais 5 quilos do que há 5 anos atrás e mais 10 do que há 10 anos. Não sou pessimista, mas, com base nestes dados, não vislumbro nada de bom para o futuro das minhas dimensões. Aceitam-se ideias para inverter esta tendência.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

5 anos de mãe e filho

E nem posso acreditar que já passou mais um ano.
5 anos de vida mais intensa, mais cheia, mais estonteante!
Que fiz eu nos 30 anos anteriores? Nada de muito importante.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Coisas do Lucas 12

Parece que a igualdade fraternal se começa a impôr cá em casa e o Manuel já se defende das investidas do Lucas como pode: com chapadas e dentadas.
Há dias estava com os dois na farmácia e uma pessoa baixou-se para falar com o Manuel, ao que o Lucas, sempre disposto a ajudar, avisou prontamente:
- Cuidado, que ele morde.

sábado, 8 de novembro de 2008

Coisas do Lucas 11

Hoje ao pequeno almoço:

- Mamã, hoje estou um bocadinho mal disposto. Por isso é que me estou a portar tão bem.

(realmente, já tinha estranhado)

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Ontem

foi também o primeiro dia de natação do Lucas. Passou a semana a anunciar-me que não queria ir. Novo grupo, nova professora, nova piscina. Não previa nada de bom, mas foi bem pior.
Tudo começou quando tive que levar também o Manuel, pois estava sozinha com os dois. Enquanto despia e preparava o Lucas, o Manuel fez várias visitas às senhoras que estavam no balneário e fez questão de investigar o conteúdo dos seus sacos. Tive sorte, acharam-lhe imensa graça.
Quando, finalmente, após 3000 interrupções, o Lucas ficou pronto, peguei no Manuel e dirigimo-nos à porta de passagem para a piscina. Nesse momento, começaram os dois a chorar em coro. O Manuel, porque viu a piscina e queria ir para lá. O Lucas, porque viu a piscina e não queria ir para lá. Fiquei confusa. Havia uma criança a querer ir para dentro de água, mas era a criança errada.
Consegui resolver a questão entregando rapidamente o Lucas, aos soluços, à professora de natação, e levando o Manuel, aos soluços, para a tribuna no andar de cima. Ambos se acalmaram, e eu passei os 45 minutos seguintes a tentar que o Manuel não caísse lá para baixo por entre as grades, enquanto sorria e acenava ao Lucas de todas as vezes que ele olhava para cima. Quando acabou a aula, suspirei de alívio.
Ingenuamente, pois esperava-me mais um belo momento de acção. Fui dar banho ao Lucas ao mesmo tempo que tentava evitar que o Manuel se molhasse. Em vão. Bastou uma olhadela para o frasco de champô para o perder de vista, e ei-lo todo contente ao lado de uma senhora debaixo de um duche.

O Lucas acabou a ser esfregado por uma outra senhora que teve por mim um misto de piedade e condescendência, enquanto eu tentava verificar se todas as camadas de roupa do Manuel tinham ficado molhadas.
Finalmente de volta ao vestiário, o Manuel achou graça às chaves dos armários que estavam abertos, e presenteou-me com todas as que conseguiu recolher. Deixei de receber olhares simpáticos assim que as respectivas donas deram pela falta, e demorou algum tempo até conseguir devolver a todas a chave certa.
Pareceu-me ouvir suspiros de alívio quando abandonámos o local. Deve ter sido impressão minha.

O Lucas já me disse que para a semana não quer ir à natação. Olha. Que chatice.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Sou do contra

Sempre fui.
Mas desta vez não sou. Estou mesmo contente por Barack Obama ser o novo presidente dos EUA. Não gosto nem percebo de política portanto, esperanças de mudança global e de paz no mundo à parte, do seu discurso, muito basicamente, como fêmea, tocou-me o modo como falou da mulher. "My best friend. The rock of our family. The love of my life." Agora tentem dizer isto sem ser lamechas - ele conseguiu.
Só acho chocante que na imprensa portuguesa de hoje em dia ainda seja normal dizer "o primeiro presidente da história dos EUA de raça negra".

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Coisas do Lucas 10

7 da manhã, na cozinha. Pergunto ao Lucas:

- Podias ter dormido mais um bocadinho, por que te levantaste já?
- Tenho tantas coisas para te perguntar!

... (tento preparar-me)

- Mamã, quando nós morrermos temos os olhos abertos?
- ... não sei...
- Então quem sabe?
- Ninguém!
- Porquê?
- Ninguém sabe o que vai acontecer no futuro.
- Então vemos na internet!
- Na internet não está o futuro.
- E no GPS?

...
Devia ter previsto isto. Ter um filho depois do ano 2000 significa que, aos 4 anos, já acredita que na tecnologia está a solução para tudo.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Errante

Atravesso a ponte Vasco da Gama quase diariamente. Há dias, comecei a ver pelo espelho retrovisor um carro da polícia a aproximar-se a alta velocidade, luzes azuis e sirene ligadas. Depois de a polícia me ter mandado parar, sabe-se lá por que diabólicas coincidências, 5 vezes nos últimos 6 meses, pareceu-me perfeitamente natural que viessem atrás de mim. Pura pretensão da minha parte. Pararam algumas centenas de metros mais à frente, junto a um homem de cara queimada, barba branca bicuda até ao umbigo, cajado na mão e mochila às costas, que atravessava a ponte a pé. Um caminhante vindo de um qualquer lugar que eu de certeza gostava de conhecer. Quis parar também, mas achei despropositado, se calhar até proibído. Quando exactamente é que me tornei tão narrow-minded? E um segundo depois já tinha passado por ele a 100 à hora, com vontade de o ter conhecido, com um vazio imenso por estar tão longe de uma vida assim.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

O estado das coisas

7 da tarde. Tenho que ir preparar o jantar. Os miúdos no quarto. Experimento dirigir-me à cozinha, pode ser que fiquem os dois a brincar sozinhos. 1 minuto mais tarde, berros. Vou ver o que se passa. Torre de legos destruída por irmão mais novo, fúria indignada, gestos menos meigos, lágrimas amargas… Depois de apaziguar os ânimos, tento retirar-me sorrateiramente. Não resulta. Sou perseguida. Ok, o Manuel vem comigo para a cozinha. Enquanto descasco e preparo alguns legumes, esvazia o armário dos tachos, o dos tupperwares e o da “tralha”. Depois vira o biberon da água, que vai escorrendo lentamente para o chão. Com as mãos sujas, vejo como caminha cambaleante até uma gaveta com objectos potencialmente perigosos para um bebé. Tento ir até lá impedi-lo, mas não consigo, porque meto um pé dentro de um tupperware e escorrego na poça de água. Sentada no chão, vejo um iogurte entornado debaixo da mesa. O Manuel pega no descascador de batatas e estende-mo com um sorriso.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Coisas do Lucas 9

Durante as férias, houve um dia em que me apeteceu adoçar a boca aos meus homens e fazer uma sobremesa para o jantar - mousse de chocolate.
O Lucas delirou de felicidade e disse-me:

"Mamã, se fizeres mousse todos os dias, vou gostar de ti para sempre!"

É sempre bom ver como as crianças se alegram com as coisas mais simples, mas não posso deixar de sentir uma leve pressão psicológica depois desta frase.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Sack'n'Seat

ou
"Como ter refeições tranquilas durante as férias e em qualquer lado com um bebé"





Prático, simples, leve, lavável e levável para todo o lado!

Existe
aqui.

Obrigada Zélia... mais uma vez!

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Norte

Enquanto o sul se enche de veraneantes, nós vamos para norte...
Deixo-me inundar pelo verde.
Experimentamos um parque infantil novo quase todos os dias.
Esqueço que o carro existe como meio de locomoçäo. Que me interessam os preços da gasolina?
Os miúdos deliram com a liberdade da bicicleta.
Brincam na lama.
Colhem amoras, morangos e mirtilos.
Aprendem que no veräo também chove e que às vezes o céu se carrega de um cinzento monótono durante dias, permitindo-lhes brincar no parque independentemente da hora, sem a mäe sempre a correr atrás deles com o chapéu e o creme protector.
Em breve, quando já nos cansar o rigor e a organizaçäo, estaremos de volta.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Mais doce do que uma criança a dormir...


... só mesmo duas crianças a dormir.


Amor concentrado


Um ano a quatro!


Há um ano atrás, pouco depois das 8 da manhã, nasceu o Manuel.
Doce e sereno desde o primeiro minuto.


domingo, 20 de julho de 2008

One year ago... (part 2)

Há um ano atrás, após vários dias com contracções e quase a atingir as 42 semanas de gravidez, começava a duvidar da lei empírica que me vinha a consolar há algum tempo e que diz que nunca bebé nenhum ficou dentro da barriga.
Depois de muitas longas caminhadas, de ter perdido a conta ao número de vezes que subi e desci as escadas até ao quarto andar e de ter a sensação de não praticar tanto desporto há anos, de cozinhar chás (leia-se poções) com os mais exóticos ingredientes (chocolate preto, pimenta, folhas de abacateiro e as mais variadas especiarias), e de tomar todas as demais medidas conhecidas e imaginadas para provocar o parto, incluindo as dicas e mezinhas que todas as grávidas ouvem, e em relação às quais fui sendo cada vez menos selectiva à medida que os dias passavam, depois de ligar milhares de vezes à minha querida Zélia, que me assegurava com toda a paciência que tudo era normal...
Depois de ter batido em retirada após me terem querido manter na maternidade e me terem tratado como uma bomba-relógio, apesar de os exames demonstrarem que tudo estava bem...
Há um ano atrás, à noite, senti que as contracções não iam passar na manhã seguinte como tinha acontecido nos dias anteriores. Deambulei durante horas. Liguei à Zélia pela última vez às três da manhã, antes de o marido quase literalmente cair da cama ao se aperceber das contracções de 2 em 2 minutos e de me ouvir dizer que achava que já não ia conseguir chegar à maternidade.
Às quatro, levámos o Lucas aos avós. Ao contrário do que eu esperava, ele não continuou a dormir durante o caminho. Completamente excitado, fez-me mil perguntas, às quais tentava responder sem que ele se apercebesse que não estava no meu estado normal.
Às cinco estávamos na maternidade. Depois de longos 45 minutos ligada ao CTG e de nos ter sido comunicado que não, que o Manuel ainda não ia nascer e que eu ia voltar para casa, alguém resolveu afinal examinar-me: 6 centímetros de dilatação, rápido, rápido, senão o bebé ainda nasce aqui!
2 horas depois, tinha o Manuel nos braços.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Hallo Papa!


Wir haben dich lieb!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Generosidade


Vai uma migalha?


sábado, 12 de julho de 2008

Coisas do Lucas 8

Há dias o Lucas engasgou-se com um pedaço de maçã. Instintivamente, dei-lhe uma valente palmada nas costas.
Mais uma vez, esqueci-me da regra de ouro quando se lida com crianças: o que é óbvio para nós, adultos entediantes, pode significar para elas um mundo novo.
O Lucas olhou-me, escandalizado com a súbita agressividade materna. Expliquei-lhe então que quando as pessoas se engasgam, deve bater-se-lhe nas costas. Logo acalmou a sua indignação.
-Ah, é porque a tosse não gosta de palmadas, não é?
Claro.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

One year ago...

há um ano atrás foi o dia 7 do 7 de 2007. achava que o Manuel ia nascer nesse dia. não nasceu. ainda esperou mais duas semanas. mesmo assim, foi um dia inesquecível. passado num lugar que não existe - tenho a certeza que se tentasse voltar lá, não o encontraria - e rodeada de mulheres cheias de força. entre elas duas das que mais admiro na vida.