7 da tarde. Tenho que ir preparar o jantar. Os miúdos no quarto. Experimento dirigir-me à cozinha, pode ser que fiquem os dois a brincar sozinhos. 1 minuto mais tarde, berros. Vou ver o que se passa. Torre de legos destruída por irmão mais novo, fúria indignada, gestos menos meigos, lágrimas amargas… Depois de apaziguar os ânimos, tento retirar-me sorrateiramente. Não resulta. Sou perseguida. Ok, o Manuel vem comigo para a cozinha. Enquanto descasco e preparo alguns legumes, esvazia o armário dos tachos, o dos tupperwares e o da “tralha”. Depois vira o biberon da água, que vai escorrendo lentamente para o chão. Com as mãos sujas, vejo como caminha cambaleante até uma gaveta com objectos potencialmente perigosos para um bebé. Tento ir até lá impedi-lo, mas não consigo, porque meto um pé dentro de um tupperware e escorrego na poça de água. Sentada no chão, vejo um iogurte entornado debaixo da mesa. O Manuel pega no descascador de batatas e estende-mo com um sorriso.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
O estado das coisas
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Coisas do Lucas 9
O Lucas delirou de felicidade e disse-me:
"Mamã, se fizeres mousse todos os dias, vou gostar de ti para sempre!"
É sempre bom ver como as crianças se alegram com as coisas mais simples, mas não posso deixar de sentir uma leve pressão psicológica depois desta frase.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Sack'n'Seat
"Como ter refeições tranquilas durante as férias e em qualquer lado com um bebé"



Prático, simples, leve, lavável e levável para todo o lado!
Existe aqui.
Obrigada Zélia... mais uma vez!
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Norte
Deixo-me inundar pelo verde.
Experimentamos um parque infantil novo quase todos os dias.
Esqueço que o carro existe como meio de locomoçäo. Que me interessam os preços da gasolina?
Os miúdos deliram com a liberdade da bicicleta.
Brincam na lama.
Colhem amoras, morangos e mirtilos.
Aprendem que no veräo também chove e que às vezes o céu se carrega de um cinzento monótono durante dias, permitindo-lhes brincar no parque independentemente da hora, sem a mäe sempre a correr atrás deles com o chapéu e o creme protector.
Em breve, quando já nos cansar o rigor e a organizaçäo, estaremos de volta.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Amor concentrado
Doce e sereno desde o primeiro minuto.
domingo, 20 de julho de 2008
One year ago... (part 2)
Depois de muitas longas caminhadas, de ter perdido a conta ao número de vezes que subi e desci as escadas até ao quarto andar e de ter a sensação de não praticar tanto desporto há anos, de cozinhar chás (leia-se poções) com os mais exóticos ingredientes (chocolate preto, pimenta, folhas de abacateiro e as mais variadas especiarias), e de tomar todas as demais medidas conhecidas e imaginadas para provocar o parto, incluindo as dicas e mezinhas que todas as grávidas ouvem, e em relação às quais fui sendo cada vez menos selectiva à medida que os dias passavam, depois de ligar milhares de vezes à minha querida Zélia, que me assegurava com toda a paciência que tudo era normal...
Depois de ter batido em retirada após me terem querido manter na maternidade e me terem tratado como uma bomba-relógio, apesar de os exames demonstrarem que tudo estava bem...
Há um ano atrás, à noite, senti que as contracções não iam passar na manhã seguinte como tinha acontecido nos dias anteriores. Deambulei durante horas. Liguei à Zélia pela última vez às três da manhã, antes de o marido quase literalmente cair da cama ao se aperceber das contracções de 2 em 2 minutos e de me ouvir dizer que achava que já não ia conseguir chegar à maternidade.
Às quatro, levámos o Lucas aos avós. Ao contrário do que eu esperava, ele não continuou a dormir durante o caminho. Completamente excitado, fez-me mil perguntas, às quais tentava responder sem que ele se apercebesse que não estava no meu estado normal.
Às cinco estávamos na maternidade. Depois de longos 45 minutos ligada ao CTG e de nos ter sido comunicado que não, que o Manuel ainda não ia nascer e que eu ia voltar para casa, alguém resolveu afinal examinar-me: 6 centímetros de dilatação, rápido, rápido, senão o bebé ainda nasce aqui!
2 horas depois, tinha o Manuel nos braços.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
quinta-feira, 17 de julho de 2008
sábado, 12 de julho de 2008
Coisas do Lucas 8
Mais uma vez, esqueci-me da regra de ouro quando se lida com crianças: o que é óbvio para nós, adultos entediantes, pode significar para elas um mundo novo.
O Lucas olhou-me, escandalizado com a súbita agressividade materna. Expliquei-lhe então que quando as pessoas se engasgam, deve bater-se-lhe nas costas. Logo acalmou a sua indignação.
-Ah, é porque a tosse não gosta de palmadas, não é?
Claro.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
One year ago...
domingo, 22 de junho de 2008
O Manuel adora detalhes
terça-feira, 17 de junho de 2008
gatinhando

sexta-feira, 13 de junho de 2008
terça-feira, 3 de junho de 2008
Fins de tarde com o Lucas
Ele, entre fascinado e aflito:
- Mamã, não vais cozinhá-la?
- Claro que não. (será que ele andou a ouvir alguma coisa sobre cozinha asiática?)
- Nem cortá-la ao meio?
(tipo, por puro prazer?! O que é que o meu filho pensa de mim?)
- Claro que não!
- Podemos ir pô-la lá fora no terraço, para ela voar?
- As lesmas não voam.
- Então pomos numa planta.
- Não porque ela come a planta. Fazemos assim: quando o papá vier, vamos à rua e deixamo-la na relva. Até lá, podemos pô-la neste frasquinho. Pronto. Agora tapa-o.
- Não, senão ela bate com a cabeça na tampa!
- Não bate nada! Agora vai-lhe mostrar a tua bicicleta. (início de desespero)
Vai e volta imediatamente para dentro:
- Não pode ser, senão a Naná come-a.
- Não come nada!
- Nem a lambe?
...
Muitas perguntas depois, o maldito verme desapareceu misteriosamente do frasco e anda agora a rastejar algures pela minha casa.
AAARGH! Devia ser uma mãe terra-a-terra, que deita as lesmas para o caixote do lixo, em vez de me armar em idealista.
Uma nova vida que vem aí....
fiquei TÃO contente com a notícia da minha amiga!!
:) :) :)
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Stick friends - part III
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Coisas do Lucas 7
- Mamã, o pai da L. trabalha com computadores. É informeiro.
- Ah...
- E o pai do G. trabalha com tintas. É pinteiro. (Pega numa colher de pau) Eu sou cozinhador!
Parece que há dias estiveram a falar das profissões no infantário. O conteúdo foi absorvido com exactidão. Que importa a nomenclatura?








